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sábado, 22 de dezembro de 2012

Não gosto de ter 18 anos

Quando eu era criança, o meu eu do passado fez uma promessa com meu eu do futuro: nunca iria desejar voltar a ser criança. Acabei de quebrar essa promessa, me desculpe. Pelo menos, por outros motivos. Tudo que eu queria é que parassem de me tratar como criança (e eu aprendi a lição no filme De Repente 30) mas agora me sinto uma quase adulta retardada.

Faço coisas que uma criança de 12 anos se orgulharia (digito muito rápido e sem olhar pro teclado, por exemplo) e o único bônus da minha idade é que terminei o ensino médio, mas isso os meus amigos também fizeram e cozinham, tocam um instrumento musical, cuidam de crianças pequenas, e muitos deles nem completaram 18 ainda.

Pra resumir minha reclamação sobre mim mesma: "jovem demais pra ser velha e velha demais pra ser jovem" como diria Sandy Leah na sua música nova.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Desfazendo mitos sobre meus livros

1. Sim, eu posso ler o mesmo livro novamente
E eu totalmente entendo que vocês estranhem que eu só descobri isso agora, considerando o tipo de leitora maníaca que vocês devem saber que eu sou. Acontece que eu sempre tive uma memória muito boa, então quando eu gostava muito de um livro eu ia pegar pra ler de novo e eu lembrava de cada palavra e ia pulando mas eu achava muito chato porque eu simplesmente lembrava de tudo então eu tava perdendo meu tempo podendo ler um livro inédito (e essa parte de usar o tempo pra ler um livro novo eu continuo defendendo). O primeiro livro que eu reli foi "O Ataque do comando P.Q.", um livro que eu fui obrigada a ler na 6ª série e eu já falei dele aqui, fui ler de novo porque deu vontade. O segundo livro foi "Tudo por um Popstar" que é o meu preferido da Thalita Rebouças. Estão lançando uma peça teatral sobre o livro e por isso várias referencias são feitas no twitter e no facebook e eu comecei a me sentir idiota por não lembrar de muitos detalhes (Desfazendo mitos sobre mim: estou ficando velha e minha memória não está mais tão boa assim) de um livro que eu tenho tanto carinho durante tantos anos. Para os dois livros foi ótimo lê-los com uma visão totalmente diferente de quando eu tinha 13 anos e eu passei a gostar mais ainda dos dois. Eu sei que foram dois livros infantis, fáceis e rápidos de ler, mas foram dois livros que eu já li há tempo suficiente pra esquecer e que me deu vontade de ler de novo.

2. Sim, eu posso me desfazer dos meus livros
E aparentemente isso entra em conflito com o item acima, já que se eu aprendi a gostar de ler os livros de novo porquê iria me desfazer deles? Acontece que tem livro que eu sei que não vou ler de novo, definitivamente. Livros na linha de "coisas que toda garota deve saber", um auto-ajuda pra pré-adolescentes (que na época foi muito bom pra mim), simplesmente não me cabe mais. E os três primeiros volumes das Crônicas de Nárnia, porque eu tenho o volume único e nunca me desfiz dos separadinhos porque eles são lindos e eu ainda sonhava em ter a coleção inteira, mas a vontade de comprar livros novos no lugar de algo que eu já li fala mais alto então desisti desse sonho. Esses livrinhos de pré-adolescente não mudaram minha vida, mas por mais idiotas que eles sejam foram eles que de fato me jogaram pra dentro das livrarias em busca de cada vez mais livros.

Outra coisa que contribuiu para que eu não me desfizesse dos meus livros foi o fato de ter medo de entregá-los a alguém que não tivesse o mesmo carinho que eu. Quanto a isso estou tranquila: eles vão pra minha prima que tem 10 anos e tudo o que ela pediu de natal foram livros! Sim, to querendo criar uma versão mais nova de mim. 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Rebeca Kim por Rebeca Kim

O título é para poupar a saliva da Marília Gabriela quando ela for me entrevistar.

Com um comentário do meu tio me lembrei que está pertinho deste blog comemorar 3 anos de existência e isso com certeza é muito tempo além do que eu esperava. Fui ler meu primeiro post, do dia 4 de janeiro de 2010 e me inspirei.

Como eu disse lá, isso aqui ainda serve pra eu escrever sobre o que eu quiser quando eu quiser, então estou afim de falar sobre isso agora. Certas coisas nunca mudam. E vai que dia 4 eu esqueço, né?

Por exemplo, ainda não gosto de me apresentar, de falar de mim, mas entendo que isso é necessário algumas vezes. Ultimamente tenho "abreviado" meu nome para Rebeca Kim apenas, é igualmente bonito e não dá sono nas pessoas.

Agora com 18 anos, mais louca do que nunca por Vanessa Hudgens e Zac Efron, mesmo que eles tenham terminado o namoro há 2 anos (será que o blog deu azar?). Adoro o Jason Mraz mas hoje não citaria ele numa auto-apresentação. Ao invés disso, falaria que sou louca por livros e séries. E agora estou com a unha do dedinho mindinho do pé na faculdade.

Ainda confusa, muito preguiçosa, chata, e, obviamente, eu. Ainda não consigo definir do que esse blog se trata, e pretendo continuar tentando não abandoná-lo. Sim, realmente trata-se de várias coisas, do que eu estou afim na hora, como eu previ 3 anos atrás.

Felizmente, há 3 anos não se tratou "só" de passar o tempo mesmo. Foi como uma válvula de escape, uma terapia pras minhas crises de identidade e espero que continue assim. Obrigada por me aguentarem e me ajudarem.

E já que é raro eu falar de mim, vou aproveitar e fazer uma propagandazinha. Com esse blog, além de eu entender que o que eu quero mesmo é escrever, eu aprendi sobre mim. E eu aprendi que eu tenho várias faces, cada dia uma coisa, e eu tenho que lidar com isso ao invés de controlar uma coisa só. E pra isso serve o último espacinho da coluna da direita, acima das tags, intitulado "link me".

Quando o coloquei ali pensei na possibilidade de eu ser super famosa e então todos os meus fãs iam querer ter todos os meus perfis de todas as redes sociais (sério) e mesmo que eu achasse isso muito pouco provável de acontecer, vai que... né?

Hoje me dei conta de que são essas minhas várias faces. Se você não entendeu, dá uma fuxicada em mim. Cuidado pra não se assustar. No twitter sou eu sem filtro. No tumblr sou eu sendo muito tiete. No facebook sou eu pro público. No We♥It sou eu e as coisas fofinhas. No orangotag são minhas séries. No skoob, meus livros. Esses dois últimos desatualizadíssimos, mas um dia vou tomar vergonha na cara, juro. No orkut e no formspring, sou eu antigamente. Aqui no blog, ou pessoalmente, cada hora sou uma coisa. Mas tudo sou eu, não é minha equipe falando por mim, juro.


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

"Fiz da língua portuguesa a minha vida interior, o meu pensamento mais íntimo, usei-a para palavras de amor. (...) E nasci para escrever. Minha liberdade é escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo." (Clarice Lispector)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Amy e os olhos azuis

Histórinha que me contaram na aula de religião do colégio:


"Amy Carmichael era uma linda menina irlandesa de três aninhos de idade. Sua família era cristã. Eles iam todos os domingos à igreja e realizavam o culto doméstico… Amy era muito feliz! Ela amava sua família e admirava os olhos azuis de seu pai, sua mãe e seus irmãos…

Todos na casa de Amy tinham olhos azuis… Todos… Menos… Amy! O sonho de Amy era ter olhos azuis como o mar. Ah! Como Amy desejava isso! Um dia, na escola dominical, ouviu a professora dizer: “Deus Responde A Todas As Orações!

Amy passou o dia todo pensando nisso… À noite, na hora de dormir, ajoelhou ao lado da sua cama e orou: Papai do Céu, muito obrigada porque você criou o mar que é tão bonito! Muito obrigada pela minha família. Muito obrigada pela minha vida! Gosto muito de todas as coisas que você fez e faz! Mas, gostaria de pedir, por favor, quando eu acordar amanhã, quero ter olhos azuis como os da mamãe! Em nome de Jesus, amém.

Ela teve fé. A fé pura e verdadeira de uma criança. E, ao acordar, no dia seguinte, correu para o espelho. Olhou… E qual era a cor de seus olhos?… Continuavam Castanhos!

Por que Deus não ouviu Amy?

Por que não atendeu a seu pedido?

Bem naquele dia, Amy aprendeu que um NÃO também era resposta!

Anos depois, Amy foi ser missionária na Índia. Ela “comprava crianças para Deus” (as crianças eram vendidas por suas famílias – que passavam fome – para serem sacrificadas no templo, e Amy as “comprava” para libertá-las desse sacrifício).

Mas, para poder entrar nos “templos” da Índia, sem ser reconhecida como estrangeira, precisou se disfarçar de indiana: Passou pó de café na pele, cobriu os cabelos, se vestiu como as mulheres do local, e entrava livremente nos locais de venda de crianças.

Amy podia caminhar tranqüila em todo “mercado infantil”, pois aparentava ser uma indiana. Um dia, uma amiga missionária olhou para ela disfarçada e disse: Puxa Amy! Você já pensou como você faria para se disfarçar se tivesse olhos claros como os de todos da sua família? Que Deus inteligente nós servimos… Ele lhe deu olhos bem escuros, pois sabia que isso seria essencial para a missão que lhe confiaria depois!

Essa amiga não sabia o quanto Amy havia chorado na infância por não ter olhos azuis. Mas Amy pôde, enfim, entender o porquê daquele “não de Deus há tantos anos!

Amy entendeu também que Deus pode responder uma oração de três formas, Ele pode dizer sim, não ou espere um pouco.

Quando era pequena, Amy entendeu como um “não”, seu pedido para ter olhos azuis, mas Deus sabia o quanto ela seria útil na Índia, e como ter olhos castanhos seria importante para que isto pudesse dar certo." 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

"Mas era o ventinho da Paulista, dois terços do meu sonho. Que delícia essa gente toda aí, andando, bundando, amando, esperando o ônibus, indo prum cinema." (Marcelo Rubens Paiva)

sábado, 24 de novembro de 2012

Eu gosto de gente

Eu gosto de movimento, coisas acontecendo, pessoas se encontrando, pra lá, pra cá... a vida, por si só.

Eu gosto de fingir que tô viajando sozinha e prestar atenção na conversa alheia, só pra inventar um contexto que satisfaça minha infinita curiosidade. Eu gosto de olhar no olho de alguém aleatório e inventar uma história pra ele.

Eu gosto de reparar nos gestos, nas manias. Gosto de admirar o quanto cada um é único e especial em sua maneira particular.

Eu gosto da vida, e isso é tudo.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Eu me rendo!

Em dezembro do ano passado realizei um dos melhores investimentos da minha vida: comprei um iPad. Ainda não achei um defeito sequer, nem um ponto fraco, mas mesmo assim sempre mantive os dois pés atrás quanto a ler livros nele, mesmo achando a estante do iBook¹ a coisa mais linda do mundo até estando vazia.

Sou apegada demais aos livros materializados, ao manuseio de paginas, ao cheiro, às orelhas do livro, não sei exatamente o porquê. Por pura bobeira, porque desde que ganhei acesso à internet leio fanfics² o tempo todo, leio histórias manuscritas, e é a mesma sensação quando se trata de uma ótima história!

Mas é assim que minha cabeça confusa funciona, e foi por isso que passei esse tempo todo sem procurar saber como funcionam os ebooks grátis, e então não os tinha pois eram pagos.

Eis que o natal se aproxima, as férias já chegaram e o tempo livre só aumenta, tudo isso combinado é sinônimo de uma lista de livros novos. E vou falar a verdade: o preço dessa lista doeu a consciência. A partir daí, sei lá porquê, decidi pesquisar sobre esses tais ebooks e foi então que descobri um mundo novo.

Sim, são lindos, completos, fáceis, grátis, e não, não tira a magia da história (apesar de que ainda sinto falta das orelhas dos livros!). No entanto, contudo, todavia, há alguns pontos fracos. Nem todos os livros do mundo eu consigo encontrar de graça (e, acreditem, minha lista de desejos possui alguns livros dessa categoria) e a bateria do meu iPad não consegue acompanhar meu nível de maníaca (Sou capaz de ficar lendo por horas e horas, em qualquer lugar. E eu sempre carrego uma lanterna quando tenho que ler no escuro).

Pra mim, isso é bom: não é um adeus aos livros impressos. E agora estou me tornando seletiva: pretendo me desfazer dos livros que tenho e não me interessam mais e guardar todos os memoráveis. O problema é que quando me apaixono por um livro digital o que mais vou querer é tê-lo impresso, mas aí posso esperar até uma promoção.

1. iBook é o aplicativo da Apple Store que organiza todos os ebooks (livros digitais) como numa estante de verdade (foto).
2. Fanfics são histórias amadoras escritas por pessoas comuns e postada em redes sociais, sites ou fóruns.

sábado, 17 de novembro de 2012

"Às vezes os mortais podem ser mais horríveis do que os monstros." (A maldição do Titã, capítulo 11 - Percy Jackson e os Olimpianos)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Quadrilha

"João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história." 
(Carlos Drummond de Andrade) 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Não tem mais criança aqui em casa


Meu irmão vai fazer 13 anos, então racionalmente falando não tem mais criança aqui desde o ano passado. 

A mãe sempre chama de criança, sempre tem uma lembrancinha de dia das crianças, tudo pra dar uma sensação de que a infancia foi ontem. 

Acontece que passou o dia de Cosme e Damião e não ganhamos nem uma balinha de coco. Nunca ligamos pra isso, tanto é que só me toquei disso semanas depois, mas sempre acabavamos ganhando alguma coisinha sem querer e agora... Nada.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

"Foi o nascimento de um cara incrível, de um revolucionário que lembrou às pessoas que, acima do poder, o amor e a felicidade são mais importantes." (Marcelo Rubens Paiva sobre o natal)

domingo, 11 de novembro de 2012

3 de maio

"Aprendi com meu filho de dez anos
Que a poesia é a descoberta
Das coisas que eu nunca vi" 
(Oswald de Andrade) 

sábado, 10 de novembro de 2012

Cheiro áspero das flores

 Lendo Cecilia Meireles, solucionei algo que há muito me incomoda. Vejo fotos da minha infância e a maioria delas se confunde com a minha real memória. Acabo sem saber se lembro realmente do episódio ou se lembro apenas da foto.

Em relação aos videos, pior ainda. Imagem e som são repeoduzidos de tal maneira que pode até mesmo retratar fielmente o seu ponto de vista, se é você quem está filmando. 

Cecilia Meireles me atentou para o cheiro. Não dá para guardar nem reproduzir cheiros específicos, que automaticamente te levam para momentos e/ou pessoas presas na sua memória.

Cheiro de café, cheiro de queimado, cheiro de chuva, cheiro da sua casa, cheiro de hospital, cheiro de mãe. 

"Ler Clarice era como conhecer uma pessoa". (Caetano Veloso) 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Exterminando degraus

Depois que entrei no colégio, no começo de 2007, Já patrocinei indiretamente (e ideologicamente) seis rampas e um elevador. Na primeira quarta-feira pós-ferias de julho, minha amiga falou, toda contente:
- Rebeca, fizeram uma rampa no caminho para a biblioteca!
Quase não acreditei, mas fui lá no mesmo dia para conferir. E lá estava!

O Caminho para a biblioteca é uma verdadeira saga: Ando até a metade de uma das extremidades do colégio, pego o elevador até o segundo andar, saindo do elevador ando o corredor inteiro em direção à extremidade oposta, até o prédio de Educação Infantil, subo o tal degrau que agora não existe mais, cruzo um corredor menor, desço um degrau menor, subo outro logo em seguida, entro na biblioteca e ainda subo mais um para o meu cantinho de estudos.

Final alternativo 1: Logo depois de entrar para o corredor menor vou para a direção oposta e entro na biblioteca das crianças menores, cruzo aquele mundo paralelo de fantasias, livros infantis e cadeiras pequeninas e subo mais um degrau e pronto. O problema é que essa opção fica trancada com chave e/ou lotada de crianças doidas.

Final alternativo 2: Sigo até metade do corredor menor da versão original e peço para alguém entrar na biblioteca e pedir para a bibliotecária abrir a porta que tem lá e então só subo um degrau. O problema é a logística da pessoa ir lá e eu ficar esperando e depois tentar abrir a porta com a maçaneta quebrada.

Final alternativo 3: Uma escada que vai do pátio do colégio até o andar da biblioteca, reta, direta, só que estreita (largura de uma pessoa) e muito inclinada. E depois mais dois degrais. Peguei esse caminho uma vez na vida pra nunca mais.

Mas enfim, o degrau que não existe mais era um degrau enorme (mesmo!) que fazia a ligação de um prédio com o outro, e agora é uma rampa que abrange todo o espaço do degrau, ou seja, ele não existe mais mesmo! É amarela e com uma inclinação boa.

Dias depois reparei que uma das saídas do colégio também foi completamente rampada (e inclinação boa também!). Antes eu tinha que sair pela entrada e se eu estivesse com um bando de gente, teria que encontrar todo mundo lá fora, mas isso nunca foi um transtorno muito grande.

- Pena que só fizeram isso agora, né? Segundo semestre do último ano! - Minha amiga disse.
- Pelo menos fizeram. - Eu respondi. - Ainda tenho alguns meses vindo pra cá duas vezes por semana e Cadu também tem muitos anos pra usar.

Acabei de contar mentalmente, ainda faltam uns 5 degraus a serem exterminados!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Prefácio da biografia

Minha "carreira" de escritora começa onde a de oradora termina. As palavras dentro da minha cabeça soam perfeitamente bem, mas quando as exponho com a boca, geralmente surte o efeito contrário ao que eu esperava. Confesso que ainda não sei porquê isso acontece: já culpei minha voz, minha falta de dicção, minha timidez... Não importa, quando escrevo nada disso interfere.

Logo que aprendi a escrever, passei a escrever cartas pra amigos, familiares... Comecei vários diários, mas eram escritas monótonas demais até pra mim. Durante esse meio tempo, percebi que eu aumentava sempre algum pontinho das histórias que eu via ou ouvia, só pra ficar mais legal, e sempre gostava mais da minha versão. De repente, passei a ter a necessidade de escrever tudo.

Chorando, escrevia. Rindo muito, escrevia. Sem sono, escrevia. Sonhando acordada, escrevia. Pra guardar algo pra sempre, escrevia. Aí minha redação de férias foi parar no livro de ouro (caderno encapado com plástico dourado, reunindo as melhores redações do ano) da 2ª série do colégio.

O primeiro estalo para eu querer levar esse negócio a sério de verdade veio de tanto meu tio Eduardo dizer o quanto eu escrevo bem e o quanto ia ser legal escrever livros. Minha mãe já me falava isso, mas eu agia da mesma maneira como quando ela diz que eu sou linda. Além disso, achava que ia acabar o meu amor se eu dependesse da minha escrita pra viver (o mesmo que eu achava com a dança).

No 9º ano descobri que esse negócio de escrever fatos corriqueiros sob a sua perspectiva é chamado de crônica, e então era isso que eu queria escrever. Com a Thalita Rebouças aprendi que esse negócio de ouvir conversa dos outros e ficar reparando nas coisas mais bobas do dia a dia só pra ter o que escrever não é coisa de maluco. Com a Clarice Lispector aprendi que quando não escrevo, estou morta.

Depois de ver uma colega minha publicando seu próprio livro (acho que já falei dela aqui) e querer loucamente fazer o mesmo, ter ganho o Concurso de Redação do colégio por 2 anos consecutivos, ouvir da minha melhor professora de redação que eu sou uma Martha Medeiros, o fato a seguir foi a gota d'agua:

Estava eu e mais 2 amigos, quando uma delas disse, do nada:
- Kim, você escreve, né?
- Claro, ela foi alfabetizada, dã. - O outro respondeu antes de mim. Eu ri.
- Ela entendeu o que eu quis dizer, besta. - Entendi, mesmo.
- Escrevo sim, amadoramente. - Respondi, ainda rindo e sabendo que aquele fora o primeiro passo para remover as aspas da minha primeira frase desse texto.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #36

Acabou.

Nome: Rebeca Kim Nakamura Allemand
Idade: 18 anos
Ocupação: Nenhuma.

E só de ver isso escrito me dá um alívio! 9 meses depois é muito louco pensar no primeiro diário, e o quanto passou rápido e devagar ao mesmo tempo.

Hoje, como uma adulta com 2º grau completo, digo que passei esse ano da melhor maneira possível. Não estudei tanto quanto devia, mas o máximo que pude. No final das contas, você conhece seus limites e dá razão aos seus professores da 5ª série que passaram a vida inteira dizendo que não dá pra estudar só de véspera. Sem dúvida, o que sou hoje é em grande parte devido a minha formação escolar.

Sobre o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio):
É cruel que 15 anos da sua vida resumam-se a um final de semana que totalizam 180 questões mais uma redação em 10h. Mesmo assim, todo mundo já sabe disso e tem que se preparar e blá blá blá.

Esse ano estudei muito mais do que na minha vida inteira e mesmo assim tive as piores notas, mas ao chegar no ENEM percebi que nem tudo estava perdido, afinal 95% das questões eu sabia que eu já tinha aprendido aquilo. Isso não me impediu de ficar nervosa, enjoada, agoniada, desesperada e com insonia, mas na hora da prova não estava frio, calor, barulhento, então qualquer coisa a culpa é totalmente minha.

Até agora sempre foi falado e comprovado que o ENEM é muito mais prova de resistência e interpretação do que propriamente conhecimento. E ainda é, mas esse ano, devido ao fato de que importantes universidades federais o adotaram como único meio de ingresso, o nível de complexidade estava um pouco acima do usual.

Mesmo assim, no primeiro dia, saí otimista e fui conferir minhas respostas com um gabarito não-oficial. Acertei por volta de 55 no total de 90, algo abaixo do que eu queria, por isso no segundo dia decidi deixar o caderno de questões por lá. A forma de pontuação do ENEM é um sistema completamente louco em que eles atribuem a cada questão um valor diferente, não divulgado, dependendo do numero de pessoas que acertam, até que atinjam mil pontos divididos em 4 áreas (45 questões pra cada uma). Ou seja, o número de questões certas acaba não tendo muito a ver, não dá pra estabelecer padrão nenhum.

O resultado oficial só em janeiro, se eu não morrer de curiosidade até lá. Querem um diário de férias? Diário de espera? Não? Ok.

Do terceiro ano eu levo o aprendizado de que não é tão ruim quanto parece, mas nem tão fácil quanto a Malhação retrata. Tem que se dedicar, mas você não tá sozinho, seus professores são seus amigos e estão ali só pra te instruir e você tem que acreditar e contar com eles. Levo as risadas, as amizades, o melhor pedacinho da minha vida.

sábado, 27 de outubro de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #35

Penúltimo post sobre isso.

Fiz prova essa semana inteira e no final não tava aguentando mais fazer prova. Bruno, meu professor de história, disse que de hoje até semana que vem não adianta mais tentar aprender nada então eu fiquei até mais tranquila.

Semana que vem vou fazer a última prova de biologia da minha vida e iria fazer mais outras duas que foram adiadas, significando que minhas férias também foram adiadas e eu fiquei super bolada com isso, mas fazer o quê?

Escrevi uma oração de agradecimento para a nossa missa de final de ano e já está finalizada, esperando a correção da professora de português.

7 dias.

sábado, 20 de outubro de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #34

Semana um pouquinho mais curta e tal, reta final da reta final! As ultimas provas estão chegando e to só estudando pra passar mesmo, já deu esse negócio de prova.

Fiz simulado do ENEM e tenho algumas coisas relevantes pra contar: É questão pra caramba. Preciso de algum jeito acelerar meu raciocinio, só isso. Acertei 112 questões no total de 180, mas espero que na redação eu tenha ido muito bem!

Todos os professores afirmam que os simulados deles são mais dificeis do que o ENEM mesmo, mas mesmo assim fiquei um pouquinho desapontada comigo mesmo, principalmente porque algumas pessoas do meu ano foram bem melhores que eu (outras, bem piores).

Mas aí achei aqui em casa o ENEM de verdade do ano passado e descobri que acertei 65 de 90 questões de inglês, português e matemática, quando no simulado acertei 55 de 90 das mesmas matérias (a outra parte eu não achei aqui).

Meu medo é descobrir que depois de 1 ano de estudo, fazendo o ENEM pra valer, eu continue no nível do ano passado. De qualquer jeito, agora não dá mais tempo de fazer muita coisa. Espero que meu pessimismo esteja redondamente errado.

14 dias.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #33

Tô mega atrasada, eu sei. E eu sei que ninguém tá ligando pra isso, mas eu gosto de não me atrasar muito porque acabo esquecendo mais coisas a dizer conforme o tempo passa, e eu queria ter tudo direitinho registrado pra mim mesma.

Ontem foi dia do professor e ultimamente eu tenho pensado muito em pessoas que terminaram o colégio há 10 anos ou mais e nem lembram do nome dos seus professores. Hoje eu acho que nunca vou me esquecer de nenhum deles, mas pensei que seria muito legal  escrever tudinho só pra mim, pra guardar pra sempre, só por precaução. Obrigada a cada um de vocês!

Não lembro mais as matérias novas, mas são poucas já que agora é só a reta final. Já estou contando quantas aulas faltam de determinada matéria!


18 dias para o ENEM.

domingo, 7 de outubro de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #32

Cada vez mais perto, mais difícil, mais corrido... Provas e mais provas, matérias e mais matérias, a unica coisa que tem de menos é tempo!

Começamos a organizar nossa comemoração de fim de ano, uma missa e uma festinha lá no colégio mesmo, só com os alunos e professores, dia 6 de dezembro. Semana que vem vamos tirar a foto oficial da turma.

A aula com os três professores ao mesmo tempo foi sensacional, a melhor aula de toda minha vida. Três professores absurdamente capazes e amantes do que fazem, foi lindo de assistir.

4 semanas.

Aprendi sobre Mercantilismo, Mineração no Brasil, Sistema Digestório e Hormônio Vegetal

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #31

Professores e inspetores começam a falar que vão sentir nossa falta, e nós deles. Cada risada e cada lição de moral agora tem mais peso de serem os últimos. Nostalgia estilo High School Musical 3, nesse nível.

A partir da semana que vem, teremos, até o ENEM, aulas a tarde voltadas para o mesmo. Farei aula de matemática e aula de Humanas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia, 3 professores numa aula só: espetacular!) e aí depois eu conto como foi.


Comecei a montar minha lista "O que farei depois do ENEM"
- Ler 50 tons de cinza
- Ler os livros de Nikki Heat
- Escrever
- Dormir
- Ser feliz

Aprendi sobre Governo Geral Brasileiro, Literatura Contemporânea (Clarice Lispector chegou na minha sala de aula!), Teorema de bissetriz interna e externa, Divisão e Potenciação de Números Complexos, Embriologia Animal.

5 semanas.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Concurso de Redação 2012

Como vocês já sabem, minha redação foi uma das selecionadas para o Concurso de Redação do meu colégio. É bem verdade que isso não tem valor algum, não ganha nota, não ganha nada de valor material, não é como passar no vestibular, nada disso.

Ao mesmo tempo, pra mim, isso tem um valor enorme, simplesmente para suprir minha própria realização pessoal. É bobo, mas é o que eu faço, e isso de alguma forma fez sentido pra alguém. Me faz útil, me faz feliz, me faz mais eu.


Essa redação, especificamente, tem a minha aprovação. É algo estranho pra mim, sempre acho tudo que eu escrevo uma bela porcaria, com raríssimas exceções. Dessa vez eu pensei muito pra fazer, eu quis muito que fosse entendido o que eu queria dizer. Eu entrei em pânico, suei, fiquei com dor de cabeça, e tudo piorou ainda mais quando meu professor de matemática (fiscal do momento) passou por mim e, vendo que na metade do tempo eu só tinha feito um parágrafo, disse que já era.

Eu estava achando que já tinha sido mesmo, mas terminei de escrever. "Faça qualquer coisa, mas não deixe um texto pela metade" é o meu lema. E pronto, levei comigo a dor de cabeça, o cansaço, o suor, mas tirei as palavras de mim, porque elas pertencem ao mundo e eu apenas pego emprestado.

Resumindo, quando eu leio o meu próprio texto, toda aquela sensação retorna, mas agora com o sentimento de objetivo alcançado. Deu certo, valeu a pena, isso que importa.

Antes que eu me esqueça, preciso abrir um espaço pra falar que meu aprendiz (lê-se meu irmão) também foi selecionado e eu não sabia que ele também puxava pra esse lado até lembrar que a literatura é algo um tanto quanto genético, se parar pra pensar em Érico e Luis Fernando Veríssimo, P.C. e Kristin Cast, e eu adoro essa coisa de escrita em parceria! Quem sabe?


Diário Semanal da Vestibulanda #30

Semana lenta, muito lenta. Muito!
 Mais provas se aproximam, mais biologia me estressa, mais eu luto pra me livrar dela.

 Essa semana ficamos sabendo que as aulas a tarde, a partir do mês de outubro, terão uma configuração diferente: Aulas interdisciplinares. Aulões com professores de matérias diferentes, visando o ENEM.

 Isso deve ser bem legal, até mesmo para levar para a vida. É indiscutível que a preparação começou a ser feita desde o seu primeiro dia de aula na vida e termina só no dia da prova, então acho que agora é meio tarde para correr atrás do tempo perdido, dependendo de quanto tempo você perdeu.

 Mas meus professores são sensacionais separados, cada um com sua aula, imagina juntos, numa aula só? Incrível! O ponto ruim é que isso vai mudar o meu horário todo, mas acredito que tudo seja uma questão de ajuste e costume.

 Aprendi sobre Reforma Protestante, Capitanias Hereditárias, Ângulos na Circunferência, Termodinâmica, Embriologia e Histologia Vegetal.

 6 semanas e contando...

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #29

Antes de tudo, uma musiquinha pra animar o coração: Essa semana até que passou rápido, ao contrário do que eu estava achando. Fiz minhas provas tensas e sei lá como fui, mas estou me sentindo mais leve por elas já terem passado. Legal que daqui duas semanas voltam todas as provas de novo. Só que não.

O pico da semana foi Eduardo (professor de história do ensino fundamental) entrar na sala e se misturar como aluno sem Bruno (meu professor de história) ver. Rimos muito até Bruno ficar estressado, sem saber o que tava acontecendo. Depois Eduardo relembrou com a galera as musiquinhas de 5ª série (que eu não sabia por não ter estudado lá na época).

Fui pro colégio queimada de praia! Vestibulanda consegue ir a praia, sim! Mito.

Na quinta-feira a tarde, quando estava indo embora, ia ter lá no meu andar reunião dos professores. Do nada todos os meus professores desde a sexta série estavam todos reunidos no mesmo andar que eu estudo. Foi uma coisa muito doida ter todos eles lá juntos e misturados.

Os professores estão, aos poucos, anunciando o fim das matérias e isso é muito estranho. Determinadas matérias vamos ter que aguentar por mais ou menos um mês e depois nunca mais na vida.

Contagem regressiva: 7 semanas.

Aprendi sobre a vida de Leonardo da Vinci, Impulso, pH e Reprodução Humana.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #28

Faltam 2 meses para o ENEM. As provas de recuperação começam semana que vem.

De agora até o ENEM, sem contar com ele, faltam aproximadamente de 2 a 4 provas de cada matéria. Só faltam 3 provas de biologia para eu nunca mais ter que ver isso na minha vida. É uma ótima motivação.

Não sei mais o que escrever. Tá bem bizarro esse período, tudo muito rápido e muito devagar ao mesmo tempo. O fim tá pertinho, mas não parece. Chegar ao fim parece surreal demais, mas real demais. Sei lá, é confuso.

Uma coisa sobre o terceiro ano: Quando eu me acostumei com ele, acabou.

Aprendi sobre: Mercantilismo, Governo Lula, Geopolítica do Rio de Janeiro, Poesia da 2ª fase do Modernismo, Números Complexos, Parábola (geometria analítica, e não literatura), Deslocamento de Equilíbrio, Ciclo Menstrual (pois é! e é mais complexo do que parece).

sábado, 1 de setembro de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #27

Tirando um saldo, a semana foi boa! Recebi algumas notícias ótimas, outras péssimas.

Aprendi sobre o fim da Idade Média, Governo FHC, Estatística, Impulso, Magnetismo, História da Tabela Periódica, Reino Plantae.

Sexta-feira em especial foi um dia legal, atípico. Gustavo, da minha turma, descobriu que passou para a UFF na última reclassificação, para cursar Química (o que ele sempre quis) em Volta Redonda. Isso comoveu todo mundo: é onde todos nós queremos chegar, mas ao mesmo tempo assusta a rapidez com que as coisas estão acontecendo.

No dia anterior, combinamos que cada um seria responsável por alguma coisa e na sexta de manhã, último dia de Gustavo, faríamos uma festinha no recreio. Apesar da minha descrença nesse povo doido e bagunçado, deu tudo mais do que certo! Arrumamos tudo, despistamos Gustavo, ficou tudo bonitinho, ele ficou todo feliz e os professores apareceram lá pra tirar proveito da comida.

Já que o professor da aula seguinte ao recreio estava lá comendo e se divertindo com a gente, prolongamos a festa. Como o professor da aula seguinte faltou, prolongamos mais ainda. e aí veio a pérola: "Semana que vem outra pessoa podia passar no vestibular logo pra gente fazer outra festa!" O sucesso de qualquer um de nós é sim motivo pra festa.

Piadas a parte, tudo indica que o fim já chegou. Faltam 2 meses pro ENEM, um dos nossos já se foi. Agora as nossas diferenças e desavenças são esquecidas, porque apesar de tudo somos a turma há anos, e em meses nada disso vai existir. Todo o nosso mundo vai esvair e uma parte dele ir mais cedo dá a sensação de que está tudo se desintegrando aos poucos.

Não são perfeitos, mas são tudo que tenho. Há anos eu faço o mesmo caminho depois de sair de casa, de segunda a sexta, sento no mesmo lugar, convivo com as mesmas pessoas. De repente não ter nada disso dá um certo desespero. Agora ando pelo colégio querendo parar o tempo, guardar aquilo comigo pra sempre.

sábado, 25 de agosto de 2012

Dessa vez, os filmes

Tão Forte, Tão Perto - Filme lindo, fofo, inteligente, surpreendente, forte e leve ao mesmo tempo! Conta a história de um menino com síndrome de Asperger que perde o idolatrado pai no atentado das Torre Gêmeas. Vale muito a pena, vejam!

Capitães da Areia - Vi o filme no colégio e gostei principalmente por ter lido o livro e gostado dele, uns 2 anos atrás. O filme é bem fiel à obra de Jorge Amado, bem brasileirinho, baiano, dirigido por Cecília Amado e os atores são todos de um projeto cultural para crianças carentes.

Obrigado Por Fumar - Também vi no colégio, com o objetivo de nos mostrar que você consegue tudo com o argumento certo. E é verdade. A história é sobre um publicitário importante na empresa de cigarros que sempre consegue mostrar que está certo, não te convencendo, mas argumentando. O filme em momento algum defende o fumo, apenas mostra as forças das palavras colocadas de maneira correta.

Os Pecados do Meu Pai - Documentário também do colégio sobre a vida de Pablo Escobar, um colombiano que adquiriu fama, dinheiro e poder através das drogas, contada através de seu filho. Como é ser filho de Pablo Escobar? Como é o pai Pablo Escobar, e não o chefe do tráfico?

Um Homem de Sorte - Filme baseado no maravilhoso livro de Nicholas Sparks, que por um acaso está no meu top 10, estrelado pelo meu maravilhoso Zac Efron! A combinação perfeita, só faltou não seguir a regra de ser pior do que o livro. Acho que eu estava esperando demais e não foi tudo isso, mas é bom mesmo assim! Conta a história de um soldado da guerra que achou sem querer uma foto de uma garota no chão e desde então carregou consigo para devolver ao dono, mas começou a acreditar que aquela foto trazia sorte para ele no meio da guerra. Quando voltou decidiu fazer de tudo para procurar a garota daquela foto.

Viagem 2: A Ilha Misteriosa - É uma continuação independente do filme Viagem ao Centro da Terra, e mesmo sendo meio infantil, é bem legal. Pra quem gosta de caça ao tesouro e aventuras desse tipo, vai adorar. É com a linda da Vanessa Hudgens (sim, vi só por causa dela) e é bem inteligente. Conta a história de um garoto que suspeitou que havia uma ilha escondida, cheia de mistérios, ao cruzar a história de três livros diferentes, e decidiu ir atrás disso.

Branca de Neve e o Caçador - Achei que eu não fosse gostar, mas até que curti. É a história da Branca de Neve vista de outra forma, mais sombrio e aventureiro, bem menos Disney e contos de fada. Muito interessante e bonito!

Ele Não Está Tão Afim de Você - Muito fofo e engraçado, conta a história de uma mulher que acaba aceitando conselhos de um homem aleatório sobre os homens em geral, e ele lhe dá dicas sobre como interpretar as ações masculinas, e isso resulta em boas trapalhadas muito engraçadas.

Um Cara Quase Perfeito - Também engraçado demais (pra mim, que ri de tudo), conta a história de um homem que de repente tem a vida virada de cabeça pra baixo, no trabalho e na família, e tenta consertar isso.

A Verdade Nua e Crua - Ainda na categoria do muito engraçado e fofo, um cara mulherengo dá dicas para uma mulher completamente certinha sobre como ser mais extrovertida para conquistar um homem e quando ambos conseguem o que queriam, se descobrem apaixonados um pelo outro.

Amizade Colorida - Também muito engraçado e fofo (já cansei de repetir isso, mas é verdade!), sobre um casal de amigos que literalmente aposta numa amizade colorida, sem compromissos como um casal, amigos com benefícios. É legal porque eles dão certo exatamente por serem melhores amigos e sinceros um com o outro!

E aí, Comeu? - Filme brasileiro, com ótimos atores, baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva, engraçado e até meio exagerado demais, mas com um final que faz valer a pena de assistir! São 3 amigos que se encontram num bar pra conversarem sobre suas vidas e, principalmente, seus casos amorosos misturados com seus machismos extremos.

Janela da Alma - Documentário que deu origem à Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago. Também vi no colégio e, na boa, ou não tem graça nenhuma, ou é intelectual demais pra minha capacidade. Nem sei dizer sobre o que fala esse filme, fala umas coisas óbvias e umas coisas bonitas porém clichês, sobre como os olhos são as janelas da alma da pessoa, através do depoimento de várias pessoas. Só isso.

A Proposta - Muito lindo esse filme! Adoro a Sandra Bullock! Ela é uma chefe durona, canadense, que por problemas burocráticos tem que ser deportada para o Canadá, a não ser que ela comprove a cidadania americana de alguma maneira. Ela apela para que seu secretário se case com ela, pois sabia que ele faria qualquer coisa pra manter o emprego, e os dois acabam descobrindo um lado do outro que não conheciam, mesmo depois de trabalharem 3 anos juntos.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #26

Semaninha cheia, tumultuada, cansativa e tudo o mais que teve direito!

Lotada de provas, mas pelo menos os professores foram compreensíveis e (quase) não passaram matéria nova.

Os pontos altos da semana foi a vídeo-aula de biologia sobre o tecido muscular, com uma animação super legal, e a aula de física sobre magnetismo que contou com duas experiências muito maneiras. Uma foi uma roda de bicicleta presa à um cano que, devido a uma lei mecânica, quando a roda está girando o cano fica muito mais pesado.

A outra foi uma brincadeira de peão. Fisicamente, era uma placa com um imã dentro no chão e o mesmo tipo de imã dentro do peão de modo que ambos se repelem e, se o peão estiver girando na altura certa, ele simplesmente levita.

Primeiro o professor mostrou um vídeo que o peão levitava do nada e ficava a vida toda voando, podendo passar qualquer coisa embaixo dele. Depois anunciou, todo feliz, que tinha comprado o mesmo brinquedo e tentou fazer em casa e era muito mais difícil, mas não impossível.

Deixou a gente tentar também e ficamos em rodinha brincando de peão. Muito tempo - muito mesmo, chegamos a invadir a aula do próximo professor que por um acaso também é o coordenador do Ensino Médio - e milhões de tentativas depois, conseguimos!

Vibramos e comemoramos muito, filmamos, chamamos todo mundo pra ver, até chegar num ponto que ficamos olhando para o peão voando e não tínhamos mais o que fazer com ele! Até que ele parou de rodar e caiu. Minutos depois ouvimos o pessoal da outra turma comemorar, provavelmente pelo mesmo motivo.

Solenemente ignorada

As pessoas sempre ficam me olhando: já acostumei. As crianças são as mais engraçadas nesse aspecto: todas querem rodar o pescoço 180º graus para continuar olhando pra mim enquanto eu passo, isso quando não param pra perguntar se eu quebrei a perna, se podem me empurrar ou andar no meu "carrinho".

Acontece que, dia desses, fui solenemente ignorada por uma criança. Isso mesmo! Eu estava entrando no colégio e ele - um menino de uns 4 anos, loiro, olhos azuis, cabelos lisos - estava andando na minha frente, de mãos dadas com um homem nada a ver com ele.

Estava andando tão perto dele que qualquer pessoa olharia mesmo por reflexo. E, de fato, ele olhou. Direcionou os dois olhinhos azuis brilhantes pra mim e, ao mesmo tempo - e com um quê de desprezo -, voltou à posição inicial. Se eu não estivesse também observando sua reação, já esperando que ele me encarasse, eu nem ia perceber que ele chegou a olhar.

Por mais que eu espere a reação normal das crianças em geral, eu sempre fico observando porque sempre me diverte. Dessa vez, me surpreendeu. Aquele menino claramente disse - com os olhos - que qualquer coisa era mais interessante do que olhar pra mim, e eu só fazia parte do cenário entediante que representa a escola e o impede de tirar a soneca da tarde.


sábado, 18 de agosto de 2012

Encontro de Genialidades

Maurício de Sousa foi meu primeiro contato com o mundo da leitura, não lembro exatamente quando, mas o motivo eu sei. Eu era (e sou) muito igual a mônica: baixinha, gordinha e mandona (dentuça não!) e até hoje sou apaixonada por ela e sua turma, mas quem não é, que atire a primeira pedra!

E então, quando minha mãe já estava de saco cheio de comprar revistinha da mônica pra mim (porque eu as devorava assim como devoro os livros hoje) ela teve a brilhante ideia de me fazer gostar de livros (na cabeça dela, eu ia demorar mais tempo para acabá-los) que na época pra mim eram imensos e intermináveis. 

Foi aí que Thalita Rebouças caiu de para-quedas na minha vida, trazendo "Tudo Por um Pop-Star" e a Ritinha, uma adolescente mau humorada, reclamona e estressada, como eu. E não é novidade que sou apaixonada até hoje.

To contando tudo isso pra vocês tentarem entender o tamanho da minha felicidade ao descobrir que Mauricio de Sousa e Thalita Rebouças vão fazer um livro juntos! Ai Meu Deus!! 

Os dois gênios responsáveis por minha vida de leitora

Minhas leituras

Primeiro de tudo, eu sei que títulos nessa linha são completamente ridículos, mas a criatividade hoje tirou pra dormir. Desde muito tempo (muito mesmo!) to anotando no bloco de notas os nomes dos livros que li pra depois falar aqui e a preguiça até hoje não deixou, mas tomei vergonha na cara quando vi que muitos se acumularam. 

Vou aceitar a crítica de muito tempo atrás da minha mãe e dizer quem me deu cada livro.Vamos lá:

Soul Love - Li esse livro só porque uma amiga minha me encheu o saco (falo mesmo!) e achei legal, mas não achei isso tudo que ela me descreveu que era. É uma história de amor fofa e melosa com um final dramático, mas nada além do esperado, eu acho. (Li pelo computador, não fiz ninguém me dar. Viu, mãe? Minha amiga que indicou foi a Bruna Dantas).

Percy Jackson e os Olimpianos - Já contei a história do primeiro livro aqui e há um tempo atrás li os outros quatro o mais rápido que eu pude, e é cada vez mais apaixonante! Percy Jackson e seus amigos a cada livro se metem numa nova confusão com os deuses do Olimpo e me envolvem cada vez mais, desejando desesperadamente que eles existissem (e me tornando não tão ignorante assim em mitologia grega). Vale a pena. Muito! (Foi minha mãe que me deu, os quatro. Saiu que nem doida só pra isso porque eu perturbei muito, mas é tudo culpa da Aline Souza.)

O Melhor de Mim - Nicholas Sparks (lindo e maravilhoso) arrasa de novo na história de uma menina de família conservadora que, durante a adolescência, se apaixona por um garoto pobre com má fama na cidade . A graça é que 25 anos depois eles se reencontram. Lindo, muito lindo! (Acho que foi minha mãe que me deu também, mas não lembro) 

Clarice na Cabeceira: Crônicas - Agora sim eu me encontrei: nas crônicas! Crônicas são textos curtos que têm como pano de fundo atitudes cotidianas, corriqueiras, aparentemente sem muita importância. Preciso falar alguma coisa de Clarice Lispector? Na verdade, preciso sim. Nessa coletânea de "Clarice na Cabeceira", cada crônica (assim como os contos no outro livro) é comentada por alguém relevante que teve sua vida marcada de alguma forma por aquele texto. Se eu fiquei muito feliz ao saber que Thalita Rebouças era uma dessas pessoas? Fala sério!  (Meu pai que me deu!)


Fala Sério, Filha! - A ideia genial da Thalita Rebouças de trazer "A revanche dos pais!". Depois de tantos fala sérios da Malu reclamando de todo mundo, é a vez dos pais reclamarem dela, contando casos da menina durante a vida toda dela, na visão do pai e na visão da mãe paralelamente. Muito bom! Só não curti muito esse estilo de capa, preferia os antigos, com o desenho da Malu. Pior que agora todos da coleção são de capa nova, e eu vou ficar metade capa nova, metade capa velha. Fala sério! (Esse foi meu pai também!) 

Feliz Ano Velho - Esse livro conta a história real de Marcelo Rubens Paiva (por ele mesmo) quando se tornou tetraplégico. Eu achava que seria mais em tom de novela em que ficar cadeirante é o fim do mundo e enrolei muito pra ler, mas descobri que o cara é um comediante incrível que além de me fazer rir muito me presenteou com alguns fatos históricos da década de 80 que eu adoro! (Minha mãe comprou pra ela ler, então tecnicamente ninguém me deu, né?) 

Despertada e Destinada - Os dois livros são a 8ª e a 9ª sequência da saga Morada da Noite, já falei disso aqui e aqui. E eu descobri que tem mais deles a serem lançados e socorro, não aguento mais! Não consigo largar, já fazem 2 anos e meio desde o primeiro livro e eu não aconselho muito a começarem a ler, mas depois que começa não dá para parar! (Meu pai que me deu os dois, eu acho) 

A Escolha - Mais um do Nicholas Sparks que eu tive que parar de ler para me lembrar mentalmente de que era tudo ficção! Uma história linda, envolvente, apaixonante e surpreendente sobre uma escolha muito dificil, mas com um final lindo e digno! (Minha mãe que me deu, acho)

Pulmão de Aço - A história real de Eliana Zagui, que teve poliomielite (paralisia infantil) com 2 anos de idade e desde então vive deitada numa cama no Hospital das Clinicas de São Paulo. Hoje ela tem quase 40 anos e conta sua história escrevendo com a boca e nos deixa boquiabertos com seu modo de vida feliz e bem humorado! (Minha mãe comprou pra ela também)

O Casamento - Nicholas Sparks agora cria um homem que quer desesperadamente reconstruir o próprio casamento de 30 anos atrás, mostrando para a sua mulher que valeu a pena casar com ele, mesmo tudo indique o contrário. O legal é que esse é um spin-off (coloca um personagem de outra história como personagem secundário) de Diário de uma Paixão, já que Noah é o sogro do personagem principal e tem um papel fundamental. (Minha mãe linda que me deu) 

O Reverso da Medalha - Finalmente li algum livro de Sidney Sheldon e agora posso dizer: não gosto. Desculpa, sociedade, mas eu tentei. É uma história muito bem feita, bem pensada, mas não me conquistou, acho que não é meu estilo, sei lá. É sobre gerações de uma mesma família num espaço de tempo de 100 anos, junto com as transformações históricas desse tempo e as características em comum que foram passadas desde o primeiro personagem. (Andréa que me deu)

Adorável Heroína - Sabe aquela história de "não julgue um livro pela capa"? Julguei e acertei. A capa tinha tudo o que eu sempre quis: uma labradora caramelo com sua coleira de cão-guia para cegos e no fundo os escombros do ataque das torre gêmeas. E essa é a história de Roselle e seu dono Michael, que estavam no prédio durante o atentado e conseguiram sair de lá com vida. Michael descreve tudo com muitos detalhes, o que sentiu e o que viveu e como Roselle foi indispensável. Como leitora, o magnífico de ler um livro de um cara cego é que o que ele descreveu foram os sons, os cheiros, as sensações de frio ou calor, coisa que eu nunca tinha lido ou pensado antes. (Minha mãe que me deu também) 






Diário Semanal da Vestibulanda #25

Já que a minha mãe explanou pra todo mundo no facebook dela, vou falar. A novidade que eu estava tentando guardar é que eu fui selecionada para o Concurso de Redação do colégio, de novo. Fiquei muito feliz, porque eu queria muito isso mas não esperava mesmo!

Como todo ano, não há um ranking nas redações, nem uma regra para seleção. Apenas é dividido por série e então todos os professores decidem quem eles quiserem. No meu ano foram 4 além de mim, 2 de uma turma, 2 da outra e eu da minha.

Nenhum deles ganhou ano passado. Meu irmão também ganhou e ainda ficou me sacaneando por ter ganho pela primeira vez mais novo do que eu. Dia 20 de setembro vai ter a "comemoração" com todos os selecionados.

E enfim, semana que vem vou lutar contra as provas de novo, sem parar. Cada vez mais bate a nostalgia na galera: estamos no meio de agosto e a maior parte do nosso mundo, desde que temos três anos de idade, vai acabar.

Aprendi sobre Políticas Dominadoras dos EUA nos séculos XIX e XX, Governo Itamar Franco, Geografia do Rio de Janeiro e da África, Processo de Industrialização do Brasil, Regência Verbal e Nominal, Análise Combinatória (socorro!), Probabilidade, Encontro de Circunferências, Quociente de Equilíbrio, Metagênese, Tecido Muscular e Ósseo. Ufa!


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

domingo, 12 de agosto de 2012

Dia dos Pais

Nesse dia dos pais quem vai fazer o post é meu próprio pai:

Acho que depois disso não preciso falar mais nada.

sábado, 11 de agosto de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #24

Ê semaninha lenta!

Aulas normais, medo das provas daqui há 1 semana, e eu tentando aumentar minha rotina de estudos pra ver no que dá.

Recebi uma noticia maravilhosa mas vou deixar vocês curiosos, mesmo que meu primeiro impulso seja gritar isso pra todo mundo.

Aprendi sobre Governo Sarney, Integração do espaço Nacional, Binômio de Newton, Equação da circunferência, Atomística, Reprodução Sexuada, Tecido Cartilaginoso, Ósseo e Sanguíneo.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Ataque do Comando P.Q.

Eu planejava escrever sobre esse livro junto com muitos outros (que deixei acumular pelos posts, aliás!) como sempre faço, mas um post só pra ele foi inevitável já que o mesmo passou involuntariamente por minha vida mais de 4 vezes, duas delas no mesmo dia!

É um livro infantil, pequenininho, bobo, mas com uma riqueza que vocês nem imaginam! O li pela primeira vez com 12 anos, quando estava na sexta série do ensino fundamental. Sim, fui obrigada a ler, mas este foi um dos únicos livros desta categoria de obrigação que eu agradeci por ter tido e continuo agradecendo até hoje!

E eis que esse livro cai de pára-quedas pela segunda vez em mim: Meu irmão chega na sexta série e tem de lê-lo. Me lembrei dele e também resolvi ler de novo, o primeiro (e, até agora, único) que tive vontade de ler mais de uma vez. Li e adorei, de novo!

Até que hoje escuto uma menina lá do outro lado da sala de aula: "Sabe o que eu achei lá em casa? O Ataque do Comando P.Q.!" e um garoto responde "Esse livro é muito maneiro! O único de escola que eu li!" E assim todos, um bando de quase adultos, começam a lembrar do livro e dos seus respectivos tempos com 12 anos.

Contei o episódio pro meu irmão e ele continua irredutível: Diz que o livro é um saco mesmo depois de ter começado a lê-lo.
- Quem é o P.Q.? - Ele interrompe os meus estudos, implorando por spoiler.
- Não vou falar! - Disse, triunfante. E então algo me ocorreu. - Então você não gosta do livro mas quer saber o que acontece nele?
- Só tô curioso, ué!
- Se você não gostasse, não ia dar a mínima para o que acontece!
Ficou sem resposta.

Os livros são assim mesmo: sem se dar conta, sempre existe um que mais cedo ou mais tarde te encanta de alguma forma. Às vezes, mais de um. Às vezes, mais de uma vez.

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Ataque do Comando P.Q. conta a história de um menino adolescente que entende muito de informática e ajuda o prefeito com os computadores da prefeitura da cidade pequena em que eles vivem. E então os computadores são invadidos por um misterioso vírus que deixa mensagens enigmáticas que, para resolvê-las, é necessário conhecer a literatura brasileira.

sábado, 4 de agosto de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #23

E tudo começa novamente. Junto com o estresse da rotina, da falta de tempo, da correria, vem a autocobrança, o medo, a sensação de que quando você junta todas as forças do mundo pra dar um passo a frente, qualquer coisinha faça com que você dê 2 pra trás...

E a partir de agora começa uma contagem regressiva. A cada dia o momento decisivo se aproxima, a cada dia é um pouco do seu mundo que vai acabando. Hoje, faltam exatamente 3 meses.

Aprendi sobre Revolução Cubana, Formação do território Nacional, Função Seno, Fatorial, Numero binomial, Hidrostática, Força Elétrica, Equilíbrio Químico, Reprodução Assexuada, Reino Fungi, Tecido Epitelial.

E agora uma pausa dramática no mundo: Comemorem comigo por eu ter descoberto que a biologia não é completamente insuportável: histologia é legalzinho!

segunda-feira, 30 de julho de 2012


Tudo o que eu posso fazer diante dessa imagem é transmitir abraços virtuais à ela.

Lam Shin, esgrimista sul-coreana que acaba de perder a chance de brilhar nos Jogos Olímpicos em Londres, que estão acontecendo neste exato momento. 

Todo o trabalho, o esforço, a dedicação, o treino, se esvaiu por causa de um segundo, por causa de uma falha da tecnologia e por uma arbitragem polêmica. 

Não entendo nada de esgrima, mas acontece que a partida estava rolando e estava empatado (se terminasse empatado, a vantagem seria dela), quando, faltando um segundo para terminar, o cronômetro apagou. Foi dado mais um segundo para que terminasse a luta e a adversaria marcou um ponto. 

Lam Shin recusou-se a sair do local de competições e permaneceu chorando, tendo que ser retirada dali por seguranças. Eu choraria do lado dela. 


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Entenda melhor aqui

Nicholas Sparkiana

Quem reparar um pouquinho mais nos meus posts sobre livros que tenho lido, com certeza vai ver que já posso ser considerada completamente dependente de Nicholas Sparks. O bolso da minha mãe já deve ter reparado nisso há muito tempo...

Se você não reconheceu pelo nome, Nicholas Sparks é autor de sucessos como "Diário de uma Paixão", "Querido John", "A última música", "Um amor pra recordar", entre outros. Muitos outros.

E os críticos estão absolutamente certos em dizerem que todos os livros se tratam basicamente da mesma história, que é o mesmo clima de drama e de romance meloso. Ainda bem que não sou eles.

Pra mim cada história é diferente, mesmo os cenários de fundo, a rotina dos personagens e os temas serem muito semelhantes. Mas cada história nova é um jeito de provar que o amor existe e que pode ser mais forte do que qualquer barreira.

E mesmo sendo completamente ficcionais, são personagens quase palpáveis, que têm sonhos, medos, vontades, caráter, personalidade. E estão sempre vivendo suas rotinas normais, realistas, quando o amor acontece.

E acontece do idoso ao adolescente com a mesma intensidade, com a mesma força. No mesmo mundo em que vivemos, encontram sempre uma maneira de torná-lo muito mais suportável só em saber que podem existir muitos casais vivendo um amor desses por aí.

sábado, 28 de julho de 2012

Eu não tenho medo de nada


Eu não tenho medo de escuro, nem de altura. Não tenho medo de ficar sozinha, nem de ser assaltada, nem de morrer. Não tenho medo de barata, nem de inseto nenhum - nojo, sim -. 

Ok, talvez eu tenha um pouco de medo de cenas fortes na tv, ou de filme de terror. Tá, eu tenho muito medo de dinossauros. Eu tenho medo de perder ou de decepcionar quem eu amo. Tenho medo de errar. 

Eu não tenho medo de quase nada. 

quinta-feira, 26 de julho de 2012


"O que escrever diante de um conto em três partes em que o simples ato de matar uma barata na cozinha de casa ganha a dimensão de uma tragédia grega surrealista? Nada.
Não há o que acrescentar. Tenho até vergonha de escrever. Qualquer comentário me parece obsoleto.
CLARICE ME DEIXA MUDA."
(Fernanda Torres) 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Dia do Escritor

E só to falando isso aqui porque acho que mereço parabéns.
Tô brincando, gente. Mas vou fazer por merecer um dia.
"Qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria." (Clarice Lispector)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Uma vergonha!

Eu tinha acabado de acordar e tava feliz pra caramba com todo mundo no meu quarto fazendo bagunça, fico super disposta a isso logo quando acordo, ô!

- Meu pai só volta a noite? - Meu irmão perguntou. Eu, ele e a cachorra estávamos na minha cama e minha mãe estava varrendo o quarto, de costas pra gente.
- Não sei. - Ela respondeu.
- Onde ele tá, afinal? - Eu quis saber.
- Foi ver o negócio do carro, já falei!! - Ela aumentou o tom de voz.
- Já falou o que, doida? Acabei de acordar! - Eu me prontifiquei a responder.
- Já falei pra João!
- Mas fui eu que perguntei!
- Ah, foi? - Ela se virou pra nós.
- Eu hein, levei bronca a toa! - João falou, indignado.

E essa foi a minha mãe confundindo minha voz com a do meu irmão, menino, 5 anos mais novo, e dessa vez nem estávamos no telefone, como ela alegou há um tempo atrás.

Horas mais tarde... 


- Muito absurdo isso, mãe! - Voltei no assunto. - A mãe das gêmeas não confunde elas, nem pela voz, nem pelo telefone. E são gêmeas!
- Ah, de costas eu duvido que não confunda. Du-vi-do!!


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Like Old School

Foi aí que começou duas das coisas que eu mais gosto na vida: canecas e borboletas. Apresento à vocês minha relíquia, meu bem mais valioso. 


Ela fazia parte da linha de produtos do meu antigo grupo de dança, junto com camisas, bottons, almofadas... Tirando a caneca, tenho duas almofadas aqui (que uso para segurar a porta) mas que, não sei porquê, meu coração decidiu não atribuir tanto valor. 


Não sei, eu só sei que preciso olhar pra ela e me sentir bem. E o faço todos os dias, religiosamente. Me faz lembrar de tudo o que eu fui, o que queria ser e o que esperava que eu fosse, na minha precoce cabeça de 10 anos de idade. 


Me prende à quem sou, e trás partes de mim que nunca deixei de ser, em meio a tantas mudanças. Me faz lembrar que, apesar de tudo, não importa quanto tempo passe, certas coisas nunca mudam. E então me faz sorrir. 

terça-feira, 17 de julho de 2012

"Clarice, eu não leio você para a literatura, mas para a vida." Guimarães Rosa

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Rafael Ferreira Neves

Já ouviu falar nesse nome? Não? Então deixa que eu te apresento! Rafael, ou Rafah, é um músico de vinte e poucos anos, morador de Madureira. Ele passa praticamente todas as noites no programa chamado twitcam, uma espécie de twitter+webcam, onde uma pessoa fica aparecendo em vídeo e quem quiser comenta e isso vai direto pro twitter. Entenderam?

E ele fica lá promovendo a banda dele, F292, só de boca, só com a sua música e o seu carisma. E todos os dias lá está ele, tocando violão, cantando, sozinho, conversando com mais de mil pessoas. Ok, eu sei que tem várias pessoas tão talentosas quanto ou até mais do que ele, que eu posso acessar no youtube e etc, mas o Rafah interage, expõe seu amor pelos fãs, sua ideologia, sua vontade de crescer na vida, sua transparência como pessoa.

Porque é exatamente assim que ele é, transparente, carismático, simpático, simples, humilde. Ele fala da família, da sua história, respeita a todos, faz piadas, sempre lutando para que sua música se sobreponha a qualquer outra parte de sua vida. O discurso dele contagia, convence, cheio de virtudes, fé, garra, só coisa boa!

Torço muito pelo seu sucesso, Rafael!

domingo, 15 de julho de 2012

João, 13: 14

Disse Jesus: "Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros"

sábado, 14 de julho de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #22

Acabou, finalmente! Vocês não tem noção do quanto eu esperei pra escrever sobre essa semana, e do alivio que eu to sentindo agora.

Qualquer diazinho de descanço seria muito proveitoso, mas duas semanas é o maior premio que eu já recebi esse ano. E é também o divisor de águas do ano inteiro: a mudança do primeiro para o segundo semestre.

Agora é reta final, é como se fosse o meio do fim. E eu já estipulei mentalmente que nessa primeira semana eu vou descançar e fazer o que der na telha na hora e na segunda semana eu vou estudar o maximo que eu puder. O problema é que eu nunca fui muito boa com rotinas muito rígidas.

Falando um pouquinho dessa semana que acabou de passar, foi a semana mais "saco-cheio" de todas, pra todo mundo. Arrastei mesmo, dia por dia, desde segunda até sexta. Fiz as últimas provas, recebi a pior nota da minha vida (e a pior possível também, pra qualquer ser humano) e enfim, férias, se é que podemos apelidar assim esse feriado prolongado.

Só pra vocês não me acharem reclamona demais, tive uma aula super legal sexta. Era a última aula do dia, acho que o professor já estava conformadíssimo que todos (inclusive ele) queriam desesperadamente que enfim aquela aula acabasse.

Aula de história do Brasil, ele abriu seu pen-drive e mostrou-nos sua coleção musical, tanto de músicas populares quanto de propagandas eleitorais de diferentes épocas. Desde a bossa nova, passando pelo samba, até o rock brasileiro. Ouvimos, cantamos e aprendemos sobre o contexto histórico de cada uma.

Também chegamos à conjunta conclusão que o Caetano Veloso canta mal, apesar de toda sua inteligencia e consciência política.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Castle

O nome dele é Richard Castle. O nome dela é Kate Beckett. Ele é um famoso escritor de mistérios best-seller. Ela é uma detetive do departamento de homicídios da polícia de New York City.

E então surge um assassino que caracteriza seus crimes como descritos nos livros de Castle, e é aí que tudo fica interessante. Castle resolve ajudar Beckett no caso e, graças à sua amizade com o prefeito, pede para continuar em todos os casos já que achou sua musa inspiradora para mais uma nova série de livros.

E Beckett têm de conviver todos os dias com um mulherengo rico e muito charmoso, sarcástico, que é medroso e corajoso ao mesmo tempo, curioso demais e um ótimo amigo. Castle descobre uma mulher independente, determinada, experiente, estupidamente linda, que também é uma menina frágil, sensível e divertida.

Disso resulta uma série que reúne livros, comédia, romance, e sacadas muito inteligentes. Numa frase eu reuní 5 elementos que eu mais gosto, e só faltava um: ser um musical.

Minutos atrás essa ideia era absurdamente idiota até pra mim, e aí no final do episódio que eu estava vendo, a melhor personagem do mundo (ela mesma, Beckett) aparece tocando violão. E agora eu estou oficialmente viciada em Castle, há exatamente uma semana.

Como demonstração, um video:
Cena final do 14º episódio da terceira temporada, o qual Castle passa o dia inteiro tentando adivinhar o que Beckett faria se ela ganhasse milhões de dólares na loteria, e ela jura que nunca havia nem pensado naquilo, porque nunca ganharia.

sábado, 7 de julho de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #21

Penúltima antes da pequena pausa. Não me atrevo a chamar de férias, pois duas semanas representam tanto tempo decorrido quanto o que levamos para piscar os olhos. Mas é um tempo curto que vai ser muito bem-vindo!

Não vejo a hora, to me arrastando e as aulas agora passam cada vez mais devagar. Essa semana que passou fiz algumas provas, recebi algumas notas (...) ...

Aprendi sobre Revolução Mexicana, Governo Geisel, Torque, Estequiometria dos gases ideais e Divisão Celular.

Tive uma semi-aula de artes durante a aula de Física I: Desenhamos e cortamos figuras em papelões, depois desenhamos vetores do peso dessas figuras em diferentes extremidades dela. O encontro desses vetores é o centro de gravidade da figura, que deveria ser equilibrado na ponta de uma caneta por 10 segundos, pra ganhar alguns pontos extras. Ninguém conseguiu.

Foi divertido tentar e rir de piadinhas como "De volta aos velhos tempos com a aula de artes" que não temos desde o 9º ano (antiga 8ª série do Ensino Fundamental) ou "Que papelão, hein?" dirigido à quem esqueceu de levar o papelão para aula.

Deixo vocês com o som de Faroeste Cabloco:

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #20

E acabou a 20ª semana de estudo, totalizando 5 meses. É muito louco parar e pensar na semana passada, no mês passado, na primeira semana, no primeiro dia de aula, no ano passado... Só consigo pensar no quanto os professores falavam que tudo mudaria e eu não acreditava, no quanto eles avisaram para não começar com gás total senão não aguentaríamos até o final, e eu não estou aguentando mais, quando jurei que não desistiria...

Muito louco, só isso. Muito louco o tanto de conteúdo que já foi visto, revisto... Socorro! Pelo menos só faltam mais duas semanas para as férias e eu pretendo usar parte delas para me atualizar nos estudos (não, isso não é uma piada!).

E lá vamos nós para duas semanas de provas, para a nossa alegria (agora foi uma piada).

Aprendi sobre Função Modular, Mais teorias e estudos sobre Evolucionismo e Síntese de Proteínas.

sábado, 23 de junho de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #19

Todo mundo pra baixo na semana pós UERJ, as provas arrombando a porta de novo (logo quando eu tinha praticamente acabado de consertá-la!).

E é isso: muito estudo, cansaço, preguiça, desanimo, mais estudo, muito mais cansaço...

Aprendi sobre Revolução Russa, Regime Militar brasileiro, Revoluções Industriais, Progressão Aritmética e Geométrica, Geometria Analítica, Blindagem, Cinética Química, Radioatividade, Centríolo, Núcleo Celular, Reino Protoctista.

domingo, 17 de junho de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #18

Tive uma semana bem atípica, e tudo por culpa da UERJ. A temida UERJ, a louca que inventa uma prova em junho, a única pública no estado do Rio de Janeiro que não aderiu ao ENEM.

O que interessa é que eu não fiz a prova (que foi hoje), porquê já tinha decidido que só quero UFF mesmo e etc e tal. Mas mesmo assim aproveitei as aulas para treinar muitos e muitos exercícios e basicamente isso.

O humor da galera estava a flor da pele, afinal foi uma experiencia diferente pra todo mundo. A sensação de que já passou metade do ano, começou pra valer e não dá pra voltar atrás, a prova tá aí, na sua cara. Estranho, medonho, assustador, rápido demais.

E é isso, daqui a pouco vem outras provas aí tudo de novo, paguei o ENEM, amanhã abre as inscrições pro novo Sisu que eu acho que não vai adiantar quase nada pra mim...

Ok, vou explicar essa parte: Fiz o ENEM do ano passado e não fui espetacularmente bem (594 de nota global, pra ser mais preto no branco) mas era para o primeiro semestre desse ano, só que sobraram vagas e então vão abrir inscrições de novo, com a mesma nota, mas menos concorrente (porque quem tinha que passar, já passou, tecnicamente). Mas acho que minha nota tá baixa mesmo assim... Enfim, conto semana que vem!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Free Falling

Então, gente, caí no chão. A única coisa que eu sei é que eu tava distraidamente conversando com minha amiga, que estava me empurrando, voltando do almoço para o colégio, quando de repente eu tava de cara no chão.

Aconteceu que a rodinha da frente da cadeira ficou presa num dos buraquinhos do bueiro, a sorte é que já acostumei a cair e tratei logo de esticar o braço antes que fosse direto a minha cara. A segunda coisa que pensei foi de avisar pra coitada da minha amiga que eu estava viva, já que eu já sabia que ela estava mais nervosa do que eu. Em seguida, comecei a rir.

Depois que uma mulher rechonchuda passou, me tirou da posição bunda-pro-alto e catou meus restos vergonhosos de volta pra cadeira, não sem antes alertar piedosamente para que eu passasse a usar cinto, voltei a rir. Ri do nervosismo da coitada da minha amiga, ri da possibilidade de poder contar aquilo pra todo mundo quando chegasse no colégio, ri da reação de cada um que ouviu a história, ri horrores!

Pena que me rendeu uma bela dor no braço direito, mas faz parte.

Diário Semanal da Vestibulanda #17

Essa semana, se é que podemos chamar assim (já que amanhã não vou a aula), foi até legal. Caiu a ficha de que metade do ano já foi, e sei lá se isso é bom ou não.

Os professores ficaram na sala deles, confabulando e combinando de passar todas as coisas possíveis e imaginárias todas juntas, e o resultado disso foram 12 apostilas para ler e fazer. Graças a Deus é feriado!

A parte legal foi que hoje, terça-feira, resolvemos comemorar o meu aniversário, o do professor Felipe de química e de Ana Carolina, uma amiga da minha turma, que fazem exatamente no mesmo dia que eu. Saímos pra comprar pizza (hoje é dia de promoção: compra 1 leva 2) e refrigerante, trouxemos tudo pro colégio e almoçamos, depois no intervalo a tarde Bia trouxe um bolinho para cantar parabéns pro professor (que estava sem voz, coitado!). O bolo era pequeno e dividimos em 21 pedacinhos, os aniversariantes comeram 2 e o resto foi pra quem quisesse. Lindos esses meus amigos!

domingo, 3 de junho de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #16

Esqueci de escrever! Mas também, não tenho muito o que dizer. Essa semana inteira fiz provas para aumentar a nota e tive algumas aulas e matérias novas e milhões de exercícios e socorro!

Não consegui estudar hoje, falta forças.

 Fiz a inscrição pro ENEM, e depois do feriado vai ser aquecimento pra UERJ, mas eu não vou fazer, então estou pensando em faltar a semana toda. Só pensando. Isso é tudo, pessoal!

domingo, 27 de maio de 2012

Diário Semanal da Vestibulanda #15

Muita atenção para a minha frase a seguir: Sim! É possível ter uma semana legal no meio do terceiro ano! Ao final dessa semana que descreverei à vocês, chego a conclusão de que por mim tudo bem se todos os dias da minha vida seguissem como essa semana, repetidas vezes: Poucas aulas, palestra que me fez ter certeza do que eu quero, muita risada, e a falsa ilusão de que Glee vai durar pra sempre.

Bem, vou falar da parte chata primeiro: as aulas. Tive poucas, aprendi sobre o resto da Fotossíntese e a outra parte do governo de Getúlio Vargas. O resto foi revisão ou nada, porque ninguém foi na aula.

Sobre a IX Jornada Vicentina de Formação Profissional: São anualmente oferecidas à alunos de 2º e 3º ano, sendo que os primeiros podem escolher algumas para participar e, os mais velhos, devem assistir a todos (sabe-se lá que lógica é essa!). Uns anos atrás as pessoas de várias profissões e áreas traziam dinamicas, trabalhos, experimentos, tudo no pátio, mas aí ano passado mudou apenas para o formato de palestras, até que esse ano mudou de nome para "mesas redondas" (o que na prática foi a mesma coisa).

A primeira foi de Empreendedorismo, oferecida pelo SEBRAE e palestrada (sim, em formato de palestra mesmo!) por uma menina que foi ex-aluna do colégio e que conhecia muitos dos meus professores (e essa foi a unica parte mais interessante). Ela falou de petróleo e explicou como funciona o mercado e a dinâmica econômica dos setores de serviços, de produção, de recursos naturais e minerais... E eu descobri que eu não sou capaz de prestar a menor atenção no assunto que me interessa.

A primeira "mesa-redonda" foi de Ciências da Natureza, suas tecnologias e o mercado de trabalho e que, muito bem falado por minha coordenadora pedagógica, nada mais justo do que ser comandado pelos mestres da casa. Sim, meus professores. Achei muito engraçado ter um "aulão" com três deles ao mesmo tempo, mas no final não pensava que seria tão legal quanto realmente foi. Foi com a minha professora de química e dois dos meus professores de biologia, e eles foram super fofos e legais e eu confirmei que eu tenho os professores mais incríveis do mundo. Eles falaram das profissões que incluem as matérias deles e também como foi a experiência deles sobre decidir sobre um curso de faculdade, sobre decidir ser professor. Eles discursaram de maneira emocionante e eu me senti muito bem de estar entregue a eles.

Vou aproveitar e explicar esse negócio de "mesa-redonda". Na prática, era uma mesa retangular no palco do auditório em que os palestrantes sentam um ao lado do outro e cada um fala de cada vez, sendo que no final nós podemos perguntar qualquer coisa a qualquer um deles. Ou seja, a mesma coisa.

A próxima foi sobre Leis e Mercado, a melhor palestra de todas! Contou com profissionais professores da IBMEC, nos cursos de Relações Internacionais, Economia, Contabilidade, Administração e Direito. Chegando lá, a responsável pela parte do Direito não tinha chegado: entrei em pânico. O cara de Relações Internacionais era um chato de galocha (todo mundo achou!) que só sabia fazer propaganda da IBMEC e no final ele sismou que eu tinha que fazer Relações Internacionais pra ser diplomata, e até ganhei um bombom da cacau-show (resposta pra ele: não!). Os outros aconteceu a mesma coisa: não consegui prestar atenção nenhuma. Mas eu sei que eles falaram sobre suas profissões, seus cursos na faculdade e o que um tem a ver com o outro bem como suas diferenças e definições.

>> E aí chegou a menina do Direito. Toda elegante, simpática, exalando poder e alegria. Ela pegou no microfone e minha atenção foi 100% pra ela, minha visão fechou com ela focada no centro. Ela é advogada e professora da IBMEC, se formou em Porto Alegre, pegou no microfone, deu bom dia e disse o seguinte: "Para fazer direito você tem que gostar de pessoas. A segunda coisa, além de gostar de pessoas, é querer ajudar as pessoas. E você tem que querer ajudar as pessoas através das palavras." E ela já tinha me ganhado ali, sem bombom, sem nem 1 minuto de discurso. Mas então ela continuou dizendo e explicando as várias vertentes e opções pra quem quer fazer esse curso na faculdade e coisas que eu já sabia, mas eu me via naquilo que ela estava falando. Eu queria, dali há alguns anos, passar aquela segurança, aquela certeza. Eu sabia que tudo que ela falava tinha super a ver comigo, queria agradecer, queria começar a faculdade ali naquele momento. Mas tudo o que eu fiz foi virar levemente a cabeça pro lado e ver que a minha amiga que também quer o mesmo curso que eu, estava sorrindo tanto quanto eu. No final, eu e essa minha amiga (e mais um monte de gente) esperamos a elegância em pessoa descer do palco e ela já foi sorrindo e oferecendo o cartãozinho de contato dela. Outra coisa que eu tive certeza é que eu vou voltar ali naquele colégio pra ajudar quem estiver lá para me ouvir.

E depois Saúde e Promoção de Vida que teve uma psicóloga, um biomédico (também ex-aluno do colégio), uma nutricionista e um médico psiquiatra (também ex-aluno). E lá vou eu prestar atenção nenhuma,  e lá vão eles falarem das suas funções e profissões e escolhas e cursos e estudos e etc e tal. A unica coisa que eu posso falar disso é que a psicóloga era a versão feminina do Hagrid, de Harry Potter.

E outra que eu estava animada pra assistir, Tecnologia, Informação e Criação, que tecnicamente contaria com Design de Moda, Design Gráfico, Publicidade e Jornalismo (que é a parte que me interessa) mas esses dois últimos furaram por razão não-identificada e eu fiquei do mesmo jeito desinteressado, e os dois outros carinhas ficaram lá mostrando os trabalhos deles e falando basicamente que pra você fazer ou uma coisa, ou outra, tem que ser criativo e desenhar bem, mas na primeira tem que gostar de roupa, mas não precisa ser gay.

E a última: Engenharias. A unica coisa animadora é que eu e minhas amigas esperávamos um engenheiro bonitinho, mas não. Contou com uma arquiteta (que no final sumiu misteriosamente e não respondeu nenhuma pergunta), um engenheiro mecânico e um engenheiro de produção. A parte interessante foi que o engenheiro de produção é um cara cubano que fez faculdade na Russia durante a Guerra Fria, eu e minhas amigas da área de humanas viajamos na história de vida do cara, show de bola! Concluímos que ele fala Espanhol, Português, Inglês e Russo! Tive um sono ferrado mas não pude dormir porque eu, sem pensar, parei no meio do corredor, onde não tinha ninguém na minha frente. Ninguém! Olhei ao redor pra achar uma maneira de ir para o outro lado, mas pela frente o auditório inteiro ia me ver, por trás a inspetora tava me encarando. Tive que pedir pra minha amiga ao lado me bater toda vez que eu dormisse.

Depois tivemos uma simulação do Tribunal do Juri popular que, na boa, foi uma bosta. A teoria é legal, uma simulação tal como é na realidade, mas os defensores e acusadores tinham a base argumentativa pior do que a minha! Todos eles. Ano passado também teve e foi muito melhor! Nesse ano, foi julgado o caso do goleiro bruno, e uma das acusadoras cometia erros de português absurdos e um dos defensores pedia para que o juri popular tivesse consciência no coração, pelo amor de Deus! Os outros dois só repetiam a mesma coisa que já haviam dito antes. O falso Bruno (vestido com uma camisa do flamengo) ficou conversando com as falsas policiais. Horrível.

Pelo menos o processo foi seguido a risca: As pessoas estavam vestidas como manda o figurino, tinha até um certo cenário improvisado, o juri popular foram os próprios alunos que se voluntariaram e foram sorteados (que não podiam ter parentesco entre si, nem com o acusado, bem como com qualquer pessoa envolvida no processo) e o texto do juiz foi oficial, as leis, a duração, a votação, as explicações, enfim. Só foi ruim a unica parte que não poderia ter sido, mas tudo bem, vou deixar só a do ano passado na cabeça.

Ainda acho ilógico obrigar os alunos do terceiro ano a assistirem todas as palestras, e eu estava até achando desperdício do meu tempo, já que poderia estar estudando durante a palestra que eu tinha certeza absoluta que não queria assistir (e continuei com essa certeza mesmo tendo assistido forçadamente). Mas acabei achando bom uma pausa na pressão de provas e estudos e notas, pra ter a ilusão de que tudo que eu tenho que me preocupar é escolher o curso e trabalhar e ganhar dinheiro, simples assim. Mas agora já acabou o "intervalo".

Sobre Glee, essas semanas meus bebês se formaram, cresceram, e talvez eu nunca mais veja alguns deles, como vai acontecer na minha própria vida e dos meus amigos, daqui há... meses.